Documento de Trump critica Brasil e cobra combate mais duro às facções

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao Brasil em relação ao combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas. Em um documento encaminhado ao Congresso americano na terça-feira (15), a administração afirmou que o país não estaria adotando medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
De acordo com o texto, enquanto outros países do continente intensificaram ações para combater o narcotráfico e grupos criminosos, o Brasil não teria avançado da mesma forma no enfrentamento às duas facções.
A manifestação ocorre meses depois de Washington incluir PCC e Comando Vermelho em sua lista de organizações classificadas como terroristas. A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado em maio e passou a produzir efeitos em junho.
A classificação permite que os Estados Unidos adotem sanções contra integrantes e estruturas relacionadas às organizações, além de ampliar as restrições financeiras e jurídicas impostas aos grupos.
Na nova determinação presidencial, Trump também relacionou o Brasil ao cenário internacional do tráfico de cocaína. O governo americano sustenta que as atividades das duas facções possuem alcance além das fronteiras brasileiras e que o combate às organizações exige ações mais abrangentes.
As declarações fazem parte de uma avaliação mais ampla da política de combate às drogas adotada por governos do Hemisfério Ocidental. No mesmo documento, a administração Trump direcionou críticas à Nicarágua e ao governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo, acusando o regime de não atuar de maneira suficiente contra o narcotráfico.
As afirmações sobre a atuação brasileira representam a posição do governo dos Estados Unidos e integram o documento apresentado pela administração Trump ao Congresso.
Por Jorge Brandão
