Endividamento das famílias brasileiras se mantém estável em junho, aponta CNC

O percentual de famílias brasileiras endividadas permaneceu estável em junho, após cinco meses consecutivos de crescimento. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 81,6% das famílias afirmaram possuir algum tipo de dívida no mês. O índice é o mesmo registrado em maio.
A pesquisa também mostrou que o percentual de consumidores com contas em atraso permaneceu em 29,9%. Já o número de famílias que declararam não ter condições de quitar as dívidas apresentou leve queda, passando de 12,3% para 12,2%. Na comparação com junho de 2025, o endividamento cresceu 3,2 pontos percentuais, enquanto a inadimplência aumentou de 29,5% para 29,9%.
O levantamento considera dívidas relacionadas a cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado, financiamentos e carnês de lojas. Entre os entrevistados, 17,2% afirmaram estar muito endividados. Por outro lado, também aumentou o percentual de famílias que se consideram pouco endividadas, passando de 33,3% para 34,2%, indicando uma composição mais favorável do endividamento.
Entre as famílias com renda de três a cinco salários mínimos, o índice de endividamento chegou a 83,7%, acompanhado de aumento da inadimplência para 28,4%. Já entre aquelas com renda entre cinco e dez salários mínimos, houve redução tanto no percentual de endividados quanto de inadimplentes. Atualmente, 78,3% desse grupo possuem dívidas e 22,6% estão com pagamentos em atraso.
Por Mirelly Rodrigues
