Estresse e saúde mental têm impacto direto no coração

O coração não responde apenas a fatores clássicos como colesterol, pressão alta, tabagismo e sedentarismo. Emoções e saúde mental também exercem influência significativa sobre o funcionamento do órgão, segundo especialistas.
Situações de estresse e ansiedade liberam hormônios como adrenalina e cortisol, que elevam a pressão arterial e podem provocar inflamações nos vasos sanguíneos. Quando esse estado de alerta se torna crônico, aumenta o risco de doenças como aterosclerose e insuficiência cardíaca.
A conexão entre cérebro e coração é constante. Estudos mostram que transtornos como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático elevam a probabilidade de problemas cardiovasculares. O contrário também ocorre: pacientes que sofrem infarto ou passam por cirurgias cardíacas têm maior chance de desenvolver quadros depressivos.
Um exemplo é a Síndrome de Takotsubo, conhecida como “coração partido”. Ela surge após choques emocionais intensos e provoca sintomas semelhantes aos de um infarto, embora sem obstruções nas artérias.
Casos clínicos reforçam essa relação. Pacientes com rotinas de trabalho exaustivas ou que enfrentaram perdas pessoais apresentaram alterações cardíacas que melhoraram após acompanhamento psicológico e suporte emocional.
A boa notícia é que hábitos saudáveis podem proteger o coração. Exercícios físicos regulares reduzem o cortisol e melhoram a tolerância ao estresse; sono de qualidade ajuda a controlar a pressão arterial; práticas como meditação e mindfulness favorecem o equilíbrio emocional; e relações sociais sólidas estão entre os maiores preditores de longevidade.
