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Esporte

Estudo aponta que meninas adolescentes praticam menos atividade física que meninos


  • 6 de novembro de 2026 às 11h04min

Pesquisa analisou 3,2 milhões de jovens em 140 países e identificou baixos níveis de exercícios no mundo. (Foto: Reprodução)

Cerca de 240 milhões de adolescentes no mundo não praticam pelo menos uma hora de atividade física em nenhum dia da semana. O número representa aproximadamente um em cada quatro jovens de 11 a 17 anos e revela um cenário de preocupação para a saúde pública.

Os dados são de um estudo publicado na revista científica The Lancet Global Health, que reuniu informações de 3,2 milhões de adolescentes em 140 países. A pesquisa também identificou uma diferença entre os sexos: as meninas apresentam níveis menores de atividade física em comparação com os meninos.

Em 2025, 28,4% das meninas não registraram nenhum dia com pelo menos 60 minutos de exercícios durante a semana. Entre os meninos, o percentual foi de 21,7%. Já a média semanal foi de 2,4 dias ativos para elas e três dias para eles.

O Brasil está entre os países com maior desigualdade nesse indicador. Segundo o levantamento, os meninos brasileiros registraram, em média, de 1,1 a 1,2 dia ativo a mais por semana do que as meninas.

A pesquisa também aponta que a prática de exercícios diminui com a idade, principalmente entre as adolescentes. A média das meninas caiu de 2,6 dias ativos por semana aos 11 anos para 2,2 dias aos 17 anos.

Outro resultado é que os níveis globais de atividade física praticamente não mudaram nos últimos 15 anos. Em 2025, apenas 13,9% dos adolescentes alcançaram pelo menos uma hora de atividade física nos sete dias da semana.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que adolescentes pratiquem, em média, 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa ao longo da semana. A orientação inclui exercícios, esportes, brincadeiras e deslocamentos ativos, como caminhar e andar de bicicleta.

Os pesquisadores destacam que fatores como falta de espaços adequados, insegurança, desigualdade econômica e barreiras sociais dificultam o acesso dos jovens à prática de exercícios. Entre as meninas, também aparecem questões relacionadas às normas de gênero e à falta de atividades que atendam às suas necessidades e preferências.

O estudo conclui que nenhum país está no caminho para alcançar a meta global de redução da inatividade física entre adolescentes até 2030. Os autores defendem a ampliação de políticas públicas, principalmente nas escolas e comunidades, para criar oportunidades de prática esportiva e enfrentar as desigualdades.

Por Mirelly Rodrigues 

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