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Estudo da Fiocruz aponta que segunda infecção por Covid-19 pode ser mais grave


  • 5 de abril de 2021 às 18h16min

Foto:Internet/Reprodução

Uma segunda infecção pela Covid-19 pode ser mais grave que a primeira, de acordo com um estudo feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e que ainda não foi publicado. A pesquisa ainda diz que isso não depende das variantes que estão em circulação. 

A pesquisa, que foi feita em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor), analisou casos de reinfecção ocorridos no Rio de Janeiro entre maio e dezembro de 2020. O resultado mostrou que os pacientes apresentaram sintomas mais graves na segunda ocorrência mesmo não tendo sido infectados pelas variantes.

 
“Nossa descoberta de que pessoas com Covid-19 leve podem ter controlado a replicação do Sars-Cov-2 sem desenvolver imunidade humoral detectável sugere que a reinfecção é mais frequente do que se supõe, mas essa hipótese não está bem documentada”, afirma o estudo. 


Não só mutações podem provocar reinfecção Os dados obtidos no estudo desmentem que somente as mutações poderiam provocar reinfecções. Por isso, os pesquisadores reforçam o alerta sobre a necessidade de manter as medidas para conter a doença.

Um outro estudo da Fiocruz, publicado em janeiro, já alertava para a falsa sensação de proteção que a infecção assintomática poderia trazer. Segundo a pesquisa, nesses casos o organismo não cria uma memória imunológica após a primeira infecção.


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