Estudo detalha causas da alta de preços de alimentos no Brasil

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (31) pela ONG ACT Promoção da Saúde, em parceria com a Agência Bori, aponta que a inflação de alimentos no Brasil é um fenômeno estrutural, afetando de forma mais intensa os produtos frescos do que os ultraprocessados.
O estudo foi conduzido pelo economista Valter Palmieri Junior, doutor em desenvolvimento econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo ele, a alta dos preços não se limita a variações sazonais, como a elevação do preço do tomate durante a entressafra, nem pode ser explicada apenas por fatores conjunturais, como a desvalorização repentina do câmbio.
De acordo com o levantamento, a inflação alimentar no país apresenta características estruturais, ou seja, resulta de pressões permanentes que não se corrigem sozinhas e exigem alterações profundas na organização econômica para serem efetivamente controladas. Em quase 20 anos, o custo da alimentação do brasileiro subiu 302,6%, ou seja, multiplicou por quatro, enquanto a inflação geral do país foi de 186,6%.
