Falta de saneamento pode aumentar atraso escolar entre meninas no Brasil

A falta de acesso a serviços de saneamento básico pode afetar diretamente a trajetória educacional de meninas e jovens no Brasil. A ausência de água tratada e de coleta de esgoto contribui para o aumento de doenças e afastamentos escolares, o que prejudica a frequência às aulas e o avanço nos estudos.
Levantamento do Instituto Trata Brasil aponta que mulheres brasileiras tiveram cerca de 676 milhões de horas de estudo comprometidas por doenças associadas à falta de saneamento. Esses problemas acabam dificultando a continuidade da aprendizagem e ampliando o risco de atraso escolar.
Segundo o estudo, jovens que crescem em regiões sem acesso a esses serviços tendem a entrar no mercado de trabalho com menor nível de escolaridade. Como a educação está diretamente ligada à produtividade e à renda, essa realidade pode reduzir oportunidades profissionais ao longo da vida.
Por outro lado, a ampliação do acesso ao saneamento pode reduzir em até 25,6% o atraso escolar entre estudantes que hoje não contam com esses serviços. A melhoria das condições sanitárias ajuda a diminuir doenças, aumentar a frequência nas escolas e criar um ambiente mais favorável à aprendizagem.
Por Millena Galvão
