Fiocruz alerta para aumento de casos graves de doenças respiratórias em todo o país

Um novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o Brasil. De acordo com o levantamento, todas as unidades da federação apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas próximas semanas.
Segundo a Fiocruz, o avanço das internações está relacionado principalmente à circulação dos vírus influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.
Desde o início de 2026, o país registrou mais de 77 mil casos de SRAG. Desse total, cerca de 37 mil tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. Outros 27 mil foram descartados laboratorialmente e aproximadamente 6,9 mil ainda aguardam confirmação.
Entre os casos associados à influenza, as crianças menores de dois anos concentram o maior número de infecções. Já os óbitos são mais frequentes entre pessoas com mais de 65 anos.
Nas últimas quatro semanas analisadas, a influenza A foi responsável por 49% das mortes por vírus respiratórios. Em seguida aparecem o rinovírus, com 16,9%, o vírus sincicial respiratório, com 16,6%, a Covid-19, com 9%, e a influenza B, com 8,2%.
Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra casos graves e mortes. A recomendação é que idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades mantenham a caderneta vacinal atualizada, especialmente contra influenza e Covid-19.
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, destacou que a imunização continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios em circulação no país. Além disso, ela lembrou que a vacina contra o vírus sincicial respiratório aplicada em gestantes ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida.
Por Mirelly Rodrigues
