Fiocruz aponta avanço de casos graves de síndrome respiratória em três estados

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou para o crescimento de casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Alagoas, Roraima e Sergipe. O boletim InfoGripe mostra que os três estados estão em nível de alerta, risco ou alto risco e apresentam tendência de alta sustentada nas últimas seis semanas.
De acordo com a Fiocruz, o aumento é impulsionado principalmente por crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, a circulação do metapneumovírus está ligada ao avanço dos casos. Já em Roraima, os pesquisadores ainda não identificaram com precisão o vírus responsável pela alta.
Outros estados, como Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, também aparecem em situação de alerta, mas sem confirmação de crescimento contínuo. Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória registram incidência elevada e tendência de alta.
No cenário nacional, os casos de SRAG permanecem estáveis ou oscilando há seis semanas, mas com sinais de crescimento nas últimas três. Rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 estão em alta, embora os casos graves de covid-19 sigam em patamar baixo. Influenza B e vírus sincicial respiratório apresentam queda, enquanto a influenza A se mantém estável.
Desde o início de 2026, o país notificou mais de 161 mil casos de SRAG. Entre os positivos, o VSR responde por 40%, o rinovírus por 32,5%, a influenza A por 16,2%, a influenza B por 5,5% e o Sars-CoV-2 por 3,8%. A maior incidência ocorre em crianças menores de dois anos, enquanto a mortalidade é mais elevada entre idosos.
A Fiocruz reforça a importância da vacinação, especialmente para grupos prioritários contra a covid-19 e para gestantes contra o VSR, medida que protege tanto a mãe quanto o bebê.
[instagram-feed feed=1]
