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Funcionários terceirizados da comunicação do STF iniciam greve por atraso de pagamentos


  • 11 de junho de 2026 às 16h40min

A decisão foi tomada de forma unânime por mais de 80 funcionários da Fundação de Artes e Comunicação (Fundac), empresa contratada para prestar os serviços de comunicação ao Supremo. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A insatisfação com atrasos salariais e o não recolhimento de direitos trabalhistas levou jornalistas e radialistas terceirizados que atuam no Supremo Tribunal Federal (STF) a aprovar uma greve a partir da próxima segunda-feira (15). A paralisação deve atingir profissionais que trabalham na TV Justiça e na Rádio Justiça.

A decisão foi tomada de forma unânime por mais de 80 funcionários da Fundação de Artes e Comunicação (Fundac), empresa contratada para prestar os serviços de comunicação ao Supremo. O grupo representa mais da metade da força de trabalho terceirizada que atua no tribunal.

Entre as principais reclamações estão os constantes atrasos no pagamento dos salários. Segundo os trabalhadores, o vencimento referente ao mês de maio, que deveria ter sido quitado até o dia 8, ainda não havia sido depositado até o dia 10. De acordo com os funcionários, os atrasos se tornaram recorrentes.

Os sindicatos que representam jornalistas e radialistas também denunciam que os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não são realizados há cerca de um ano, situação que motivou a mobilização da categoria.

Além disso, dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) afirmam ter recebido relatos de que valores descontados dos salários para pagamento de pensão alimentícia não estariam sendo repassados aos beneficiários. A acusação é de que os recursos teriam sido retidos indevidamente pela empresa terceirizada.

Por Jorge Brandão