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Saúde

SUS terá novos tratamentos contra câncer de pulmão


  • 31 de agosto de 2026 às 16h15min

A medida deve beneficiar aproximadamente 1,9 mil pacientes. (Foto: Reprodução)

Pacientes diagnosticados com câncer de pulmão terão acesso a novas opções de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro. O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de três medicamentos de alta tecnologia na rede pública: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.

A medida deve beneficiar aproximadamente 1,9 mil pacientes. Na rede privada, os tratamentos podem representar um custo de até R$ 643 mil por paciente ao ano, segundo o Ministério da Saúde. O brigatinibe e o gefitinibe fazem parte das chamadas terapias-alvo. Administrados por via oral, os medicamentos atuam sobre alterações específicas presentes nas células do câncer, buscando atingir diretamente os mecanismos relacionados ao desenvolvimento do tumor.

Além de poderem ser utilizados em casa, esses tratamentos apresentam, em determinados casos, menor ocorrência de efeitos adversos quando comparados a alguns protocolos tradicionais de quimioterapia.Já o durvalumabe é um medicamento de imunoterapia, que atua estimulando o sistema imunológico do próprio organismo a reconhecer e combater as células tumorais. A indicação incluída na rede pública contempla pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos à cirurgia.

Segundo o Ministério da Saúde, o uso do durvalumabe está associado a ganhos na sobrevida global dos pacientes.

A incorporação dos três medicamentos faz parte da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política criada pelo governo federal para ampliar e organizar a oferta de tratamentos contra o câncer no SUS. Com a implementação da iniciativa, o governo federal será responsável pelo financiamento integral dos medicamentos incluídos no programa.

Ao todo, a AF-Onco prevê a disponibilização de 23 medicamentos oncológicos de alto custo. De acordo com o ministério, a medida representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos contra o câncer na rede pública. A expectativa do governo é que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela nova política. O orçamento anual estimado para a iniciativa é de R$ 2,1 bilhões.

Por Jorge Brandão