Governo cria centro para monitorar dengue, chikungunya e zika

O Ministério da Saúde anunciou a instalação do Centro de Operações de Emergências (COE Arboviroses), para monitorar mortes e casos graves de dengue, zika e chikungunya, devido o aumento de casos notificados das doenças no país. O objetivo é focar, principalmente, nos registros de dengue e chikungunya, fornecendo orientações para ações de vigilância em conjunto com estados e municípios.
Em relação aos casos notificados de dengue, o aumento foi de 43,8% até março deste ano, em comparação ao mesmo período de 2022. No caso de chikungunya, o aumento foi de 97%. Já os registros de zika cresceram de 883 para 1.194 em 2023, comparado ao mesmo período do ano passado.
A região mais afetada pela dengue é a Centro-oeste, com 254,3 casos por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem Sudeste e Sul. Os estados com maior incidência são Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em relação à chikungunya, a Região Sudeste registra a maior incidência, com 34,3 casos por 100 mil habitantes, seguida do Nordeste e Norte. Já o Norte do país tem a maior proporção de casos de zika, 2,8 casos por 100 mil habitantes, sendo o Tocantins o estado com mais registros da doença.
Por Juliana Santos
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