Governo mantém subsídio ao diesel e descarta novas medidas apesar da alta do petróleo

O governo federal avalia que, neste momento, não há necessidade de retomar a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, mesmo diante da valorização do petróleo provocada pela intensificação das tensões no Oriente Médio. A análise é de que os efeitos sobre os preços ainda são considerados moderados e podem ser administrados com as medidas atualmente em vigor.
Segundo a avaliação da equipe econômica, permanece ativo um subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel, o que reduz a necessidade de novas intervenções. Já a retirada de benefícios concedidos à gasolina também não deve ocorrer por enquanto, devido à instabilidade do mercado internacional provocada pelo conflito.
O governo também descarta retomar a proposta que previa a redução de impostos sobre combustíveis com compensação por meio da arrecadação adicional gerada pela alta do petróleo. A expectativa é de que um novo alerta seja considerado apenas se o barril ultrapassar ou permanecer em torno de US$ 90. Enquanto isso, o Executivo seguirá monitorando o mercado, que continua pressionado pelo aumento dos riscos à oferta global de petróleo após os recentes acontecimentos envolvendo o Estreito de Ormuz e as restrições às exportações de combustíveis por parte da Rússia.
Por Millena Galvão
