Governo reestrutura mercado de gás e prevê queda de até 50% nos custos

O governo federal aprovou uma nova política para a comercialização do gás natural da União com a expectativa de reduzir em até 50% os custos do insumo para a indústria, ampliar a competitividade do setor produtivo e estimular investimentos no país.
A medida foi aprovada nesta quinta-feira (30) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e atualiza as regras de venda do gás natural pertencente à União. A partir da nova resolução, o combustível poderá ser comercializado por meio de leilões de curto e médio prazo, ampliando a oferta ao mercado com preços mais competitivos.
Os leilões serão organizados pela estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e divididos em duas modalidades: uma voltada ao período de 2026 a 2030 e outra destinada ao longo prazo, a partir de 2030.
O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que classificou a iniciativa como um marco para o desenvolvimento econômico e industrial do país. Pelas novas regras, o gás comercializado pela União será destinado prioritariamente aos segmentos da indústria de base que utilizam o insumo de forma intensiva, buscando aumentar a competitividade dessas cadeias produtivas.
Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que a medida poderá gerar importantes impactos econômicos, entre eles:
- Criação de cerca de 436 mil empregos diretos e indiretos;
- Até R$ 95 bilhões em novos investimentos;
- Incremento de R$ 9,3 bilhões na arrecadação de tributos federais;
- Acréscimo de aproximadamente R$ 79 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB).
Além dos benefícios para a indústria, o governo estima que a maior oferta de gás natural também contribua para reduzir os custos em outros segmentos da economia, como a geração de energia em usinas termelétricas e o abastecimento de veículos movidos a gás natural veicular (GNV), ampliando os efeitos positivos da nova política sobre a atividade econômica.
Por Jorge Brandão
