IMIP amplia capacidade de tratamento do câncer com novos equipamentos e investimento de R$ 25 milhões

O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), no Recife, vai ampliar a capacidade de atendimento oncológico com a instalação de novos equipamentos, incluindo uma máquina de radioterapia. O investimento, de cerca de R$ 25 milhões, é do Ministério da Saúde e contempla ainda um tomógrafo, uma ressonância magnética e um acelerador linear.
Nesta sexta-feira (7), o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, visitou a unidade para acompanhar o andamento das obras que vão receber os novos equipamentos. A nova sala destinada ao acelerador linear deve ser concluída em outubro.
Atualmente, o IMIP realiza cerca de 140 atendimentos de radioterapia por dia. Com a chegada do terceiro acelerador linear, prevista para 2027, a capacidade deve aumentar para aproximadamente 210 pacientes diariamente.
Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é reduzir o tempo de espera para diagnóstico e tratamento do câncer, além de ampliar a oferta de exames de imagem. Hoje, o hospital enfrenta alta demanda para tomografias e ressonâncias. Com os novos equipamentos, a expectativa é dobrar a capacidade desses exames.
Com a ampliação, o IMIP passará de dois para três aceleradores lineares e terá o número de tomógrafos ampliado de dois para quatro, além de contar com uma nova ressonância magnética.
A iniciativa também impacta a rede estadual: com o novo equipamento, Pernambuco passará a contar com sete aceleradores lineares dedicados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, os aparelhos estão distribuídos entre o IMIP, o Hospital do Câncer de Pernambuco e o Hospital Universitário Oswaldo Cruz.
Referência em oncologia no estado, o IMIP é habilitado como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e atende pacientes regulados pela Secretaria Estadual de Saúde.
Radioterapia mais rápida e precisa
De acordo com a coordenação do serviço de radioterapia do hospital, o novo acelerador permitirá tratamentos mais modernos e precisos, reduzindo filas e o tempo de permanência dos pacientes em tratamento.
Atualmente, o tempo de espera para radioterapia gira em torno de um mês. Com a nova tecnologia, procedimentos que hoje exigem até 35 sessões poderão ser concluídos em cerca de 20 ou até cinco aplicações, dependendo do caso clínico.
A expectativa é que cerca de dois terços dos pacientes passem a receber radioterapia de alta tecnologia após a instalação do equipamento.
Cirurgia robótica no SUS
Durante a visita, também foi anunciado que o IMIP deverá ser uma das primeiras unidades de Pernambuco a realizar cirurgias robóticas pelo SUS. O hospital já firmou convênio com o Ministério da Saúde para aquisição do equipamento.
A previsão é que o serviço entre em funcionamento no primeiro semestre de 2027, inicialmente voltado para cirurgias de próstata, com possibilidade de expansão para outros tipos de câncer, como o colorretal.
O Hospital Universitário Oswaldo Cruz também deverá receber tecnologia semelhante, ampliando a oferta de procedimentos de alta complexidade na rede pública de saúde do estado.
Por Viliane Gomes
