Inclusão de estudantes neurodivergentes amplia desafios para escolas e reforça necessidade de capacitação

Com o aumento do número de estudantes neurodivergentes diagnosticados, cresce também a necessidade de fortalecer políticas de inclusão nas escolas. Em Pernambuco, cerca de 7 mil alunos com transtornos do neurodesenvolvimento estão matriculados na rede estadual de ensino, cenário que tem impulsionado debates sobre a ampliação da capacitação de professores, adaptação de materiais pedagógicos e fortalecimento do atendimento especializado.
Entre as medidas discutidas recentemente para aprimorar a educação inclusiva estão a ampliação da formação continuada dos educadores, o fortalecimento do Atendimento Educacional Especializado (AEE), a criação de parcerias para ampliar a presença de profissionais capacitados e a oferta de materiais pedagógicos adaptados às necessidades individuais dos estudantes. Dados do Censo Escolar apontam que mais de 2 milhões de alunos fazem parte do público-alvo da educação especial em todo o Brasil.
Na rede estadual, os profissionais que atuam no Atendimento Educacional Especializado devem possuir formação em licenciatura e especialização na área. A Secretaria de Educação informou que realiza 18 ciclos formativos por ano voltados à educação especial, com orientações sobre adaptações curriculares, desenvolvimento de materiais acessíveis, recursos pedagógicos e acompanhamento das famílias.
Além da qualificação dos profissionais, o Estado também investe na ampliação da estrutura física voltada à inclusão. Atualmente, o atendimento especializado é realizado em salas adaptadas, equipadas com recursos pedagógicos, tecnologia assistiva e mobiliário adequado. A previsão é revitalizar 349 salas de recursos multifuncionais e implantar outras 111 unidades até dezembro de 2026, ampliando o suporte oferecido a estudantes com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, dificuldades de aprendizagem e altas habilidades.
Por Millena Galvão
