logo logo

Já imaginou a sua marca sendo divulgada na Rádio Cidade?

Cidade ADS

Divulgue aqui e aumente suas vendas.

conheça nossos planos

81 98253-5080

Caruaru / PE

Estr. do Alto do Moura - Distrito Industrial, Caruaru - PE, 55040-120

Fonte: 81 99878-0997 whatsapp

[email protected]
Pra Relaxar
Especial de Sábado
No Ritmo da Noite
O Som da Modinha
Bailão da Cidade
Playlist da Cidade
VPOQ
Lira Farma
Bom Dia Cidade
A Cidade é Show
Encontro com o Passado
Emoções
Sua Tarde é Show
Pra Relaxar w
Cumplicidade
Manhã Cidade
NBDC
Na Cola do Vigia
Cidade é Sucesso
Saúde

Jovem tetraplégico volta a mexer a mão após tratamento experimental com proteína estudada no Brasil


  • 10 de fevereiro de 2026 às 08h03min

Paciente de 19 anos é o mais novo do país a receber polilaminina, substância que pode ajudar na regeneração da medula espinhal. (Foto: Divulgação/Cristália)

O militar do Exército Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, se tornou o paciente mais jovem do Brasil a receber a polilaminina, proteína experimental que pode auxiliar na recuperação de lesões na medula espinhal. Tetraplégico após um acidente com arma de fogo em outubro do ano passado, ele relatou que voltou a movimentar a ponta de um dos dedos da mão apenas 12 dias depois da aplicação. Segundo o jovem, o movimento é pequeno, mas significativo, pois é algo que ele não conseguia fazer antes.

A aplicação foi realizada no dia 21 de janeiro, no Hospital Militar de Campo Grande (MS), após autorização judicial, já que o medicamento ainda está em fase de testes e não possui registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O procedimento durou cerca de 40 minutos e contou com acompanhamento de médicos e pesquisadores ligados ao estudo.

A polilaminina vem sendo pesquisada há quase 30 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Produzida em laboratório a partir da proteína laminina, presente no desenvolvimento embrionário, a substância pode estimular o crescimento das fibras nervosas rompidas, ajudando a restabelecer a comunicação entre o cérebro e o corpo. A expectativa é que isso contribua para a recuperação parcial de movimentos em pacientes com lesão medular.

Além do leve movimento nas mãos, Luiz Otávio afirma que também passou a sentir respostas nervosas nas pernas e segue em fisioterapia intensiva. Apesar dos sinais positivos, os especialistas alertam que o tratamento ainda está em fase experimental e que os resultados podem variar. Mesmo assim, o caso reacende a esperança de milhares de pacientes que aguardam a conclusão dos estudos para que o medicamento possa, no futuro, ser disponibilizado no sistema de saúde.

Por Millena Galvão