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Julgamento da Chacina de Poção é retomado no Recife


  • 5 de fevereiro de 2026 às 05h14min

Réus acusados de mandar matar quatro pessoas em 2015 voltam a ser interrogados nesta quinta-feira no Tribunal do Júri. (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri do Recife retoma hoje (5), a partir das 9h, o julgamento de Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva, acusados de envolvimento na chamada Chacina de Poção, ocorrida em 2015. A sessão acontece na 4ª Vara do Júri, no Fórum Thomaz de Aquino, sob a presidência da juíza Maria Segunda Gomes.

No primeiro dia de julgamento, realizado na quarta-feira (04), foi formado o Conselho de Sentença, com seis mulheres e um homem, e houve a leitura da denúncia. O delegado responsável pelo caso foi ouvido, assim como quatro testemunhas da defesa. O julgamento de outro réu, Leandro José da Silva, acabou sendo adiado a pedido dos advogados.

Para esta quinta-feira, está previsto o interrogatório dos acusados e, em seguida, a fase de debates entre o Ministério Público e a defesa, com réplica e tréplica. Depois disso, os jurados se reúnem para decidir o caso, e a juíza fará a fixação das penas e a leitura da sentença em plenário.

RELEMBRE O CASO

O crime aconteceu em 6 de fevereiro de 2015, em Poção, quando o carro do Conselho Tutelar foi atacado em uma emboscada. Quatro pessoas morreram: os conselheiros tutelares Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, José Daniel Farias Monteiro e Carmem Lúcia da Silva, além de Ana Rita Venâncio. Uma criança de três anos, neta de Ana Rita, sobreviveu.

Segundo a investigação, o crime teria sido encomendado por Bernadete de Britto Siqueira, avó paterna da criança, com o objetivo de eliminar a família materna e ficar com a guarda da neta. Ao todo, oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público.

Em fevereiro de 2024, um dos envolvidos, Wellington Silvestre dos Santos, foi condenado a 74 anos e oito meses de prisão. Em dezembro do ano passado, outros três réus também foram julgados: Egon Augusto Nunes de Oliveira e Orivaldo Godê de Oliveira receberam penas de 101 anos e quatro meses cada, enquanto Ednaldo Afonso da Silva foi condenado a 12 anos e seis meses por homicídio simples contra uma das vítimas.