Justiça condena jovem que planejou ataque a escola em Cachoeirinha

A Vara Única da Comarca de Cachoeirinha condenou um jovem de 18 anos acusado de planejar um ataque à antiga escola onde estudou. A decisão é do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e fixa a pena em dois anos e dez meses de prisão por disseminação de discurso de ódio, incitação à violência e apologia a massacres, suicídio e violência extrema nas redes sociais.
Como o réu já passou mais de seis meses em prisão preventiva na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, o juiz determinou que ele cumpra o restante da pena em regime aberto. Entre as medidas impostas, está a proibição de uso da internet.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), entre 16 de junho e 8 de julho de 2025, o jovem usou a rede social X, antigo Twitter, para praticar e incentivar discriminação e preconceito de raça, etnia e religião a partir de sua casa, em Cachoeirinha. A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Cibernética do Gaeco, que identificou perfis com referências ao número 1488, associado ao neonazismo, e ao termo “estuprador”, além do uso do nome “Sapirman”, em alusão a um autor de tiroteio em massa nos Estados Unidos.
De acordo com o processo, no dia 19 de junho de 2025 o réu publicou a frase “Em breve eu também irei realizar o meu ataque” e, na mesma data, escreveu que queria matar a mãe. No histórico de navegação, os investigadores encontraram buscas por temas como “como fazer um massacre”, “como transmitir ao vivo” e “como comprar uma arma”.
A defesa informou que já recorreu da decisão. O advogado José Vinícius Simplicio de Lima afirma que o cliente é inocente e sustenta que ele não tinha intenção de cometer o atentado, alegando que o jovem agiu por curiosidade e não compactua com racismo, discriminação ou apologia ao crime.
