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Justiça mantém presos suspeitos por morte em salto


  • 15 de junho de 2026 às 09h34min

Jovem de 21 anos morreu após ser lançada de ponte sem estar presa à corda de segurança durante atividade de rope jump. (Foto: Reprodução)

A Justiça manteve a prisão de três homens suspeitos de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada em uma ponte na região de Cordeirópolis, interior de São Paulo. A jovem morreu após cair de uma altura de cerca de 40 metros durante o salto. Os investigados respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

As investigações apontam que a estudante foi lançada da ponte sem estar conectada ao equipamento de segurança. Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que ela é preparada para o salto, enquanto a corda que deveria estar presa ao seu corpo permanecia no chão. Equipes de resgate foram acionadas, mas a vítima morreu ainda no local.

Em depoimento à Polícia Civil, os três suspeitos afirmaram não saber explicar como ocorreu a falha. Segundo eles, não havia uma divisão fixa de responsabilidades para a instalação e conferência dos equipamentos, e as verificações eram feitas coletivamente pela equipe. A polícia também investiga o desaparecimento de uma câmera que estava acoplada ao corpo da jovem para registrar a atividade.

O caso também provocou reação das autoridades municipais. A Prefeitura de Limeira informou que pretende acionar judicialmente o governo federal, alegando omissão na adoção de medidas de fiscalização e segurança no local onde os saltos eram realizados. Segundo a administração municipal, desde o início do ano haviam sido feitos alertas e solicitações a órgãos federais sobre a necessidade de providências na área. Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da tragédia e possíveis responsabilidades de outros envolvidos.

Por Juliana Santos