Justiça revoga prisão de subtenente suspeito de estupro em blitz

A Vara da Justiça Militar de Pernambuco determinou a soltura do subtenente da Polícia Militar Luciano Valério de Moura, suspeito de estuprar uma mulher de 48 anos dentro de um posto policial no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O crime teria ocorrido em 10 de outubro, durante uma blitz na PE-60.
Cinco dias após a denúncia, o militar foi preso preventivamente no Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima. Além da acusação de estupro, ele também responde por prevaricação.
A revogação da prisão preventiva foi confirmada tanto pela defesa quanto pela advogada da vítima. Os advogados do subtenente sustentaram que não havia requisitos para manter a detenção, alegando que o réu não representa risco à ordem pública e que as provas apresentadas são frágeis.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco informou que o processo corre em segredo de Justiça, mas confirmou que a denúncia já foi recebida e que o caso aguarda a citação do acusado.
Segundo a denúncia, o policial levou a mulher para um dormitório dentro do posto, apagou a luz e a obrigou a praticar sexo oral. Ela afirmou ter temido pela segurança das filhas, que estavam no carro parado na blitz. No dia seguinte, procurou a Delegacia da Mulher e reconheceu o militar por meio de fotografias.
O subtenente nega o crime e afirma que apenas conversou com a mulher após ela pedir água. A defesa sustenta que a condução ao dormitório ocorreu porque o veículo dela tinha pendências de multa.
A perícia encontrou vestígios de sêmen em colchões do dormitório, mas nenhum compatível com o DNA do acusado. Foram coletadas amostras de objetos pessoais do militar, como barbeador e escova de dentes, mas não houve correspondência genética. Nas roupas e no corpo da vítima, foram identificados materiais biológicos dela e de outra pessoa, sem quantidade suficiente para comparação.
