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Economia

Maior leilão do pré-sal tem sete blocos arrematados em rodada da ANP


  • 7 de outubro de 2026 às 18h32min

Com os contratos fechados, o governo federal arrecadou R$ 530 milhões em bônus de assinatura. (Foto: Tomaz Silva)

Sete dos 13 blocos de exploração e produção de petróleo e gás colocados à venda no maior leilão do pré-sal realizado até agora foram arrematados nesta quarta-feira (7). A rodada, promovida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorreu na sede da instituição, no Centro do Rio de Janeiro.

Com os contratos fechados, o governo federal arrecadou R$ 530 milhões em bônus de assinatura. Caso todas as 13 áreas disponibilizadas tivessem recebido propostas, a arrecadação poderia chegar a R$ 1,24 bilhão.

O resultado também estabeleceu um novo recorde em número de blocos contratados em uma rodada do pré-sal. No ciclo anterior, realizado em 2025, cinco áreas foram negociadas. Com a incorporação dos novos blocos ao regime de partilha, a área exploratória submetida a esse modelo aumentará 58%, chegando a aproximadamente 39,2 mil quilômetros quadrados, extensão equivalente a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro.

Apesar de 19 empresas terem sido habilitadas para participar da disputa, somente seis apresentaram propostas. Entre elas, quatro eram companhias estrangeiras. Não houve concorrência direta entre empresas em nenhum dos blocos vencedores: cada uma das sete áreas recebeu apenas uma oferta.

Entre as companhias que conquistaram áreas estão a Petrobras e a Prio, antiga PetroRio, com dois blocos cada. A norueguesa Equinor também ficou com duas áreas, sendo uma delas em parceria com a portuguesa Galp.

Os blocos negociados estão localizados nas bacias sedimentares de Santos e Campos, na costa da Região Sudeste. Para desenvolver as atividades de exploração nessas áreas, as empresas vencedoras assumiram compromissos de investimentos mínimos que, somados, chegam a aproximadamente R$ 778,4 milhões.

Por Jorge Brandão