Médicos dizem que pneumonia de Bolsonaro é a mais grave e pode trazer risco de morte

Médicos que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmaram, em coletiva de imprensa na noite da sexta-feira (13), que o quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral é o mais grave já enfrentado por ele e apresenta risco potencialmente fatal.
A equipe médica destacou que esta é a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro e a mais severa entre os episódios. De acordo com os profissionais, o risco de complicações permanece mesmo com o tratamento em andamento.
Outro fator apontado pelos médicos foi o refluxo gastroesofágico, que pode ter contribuído para o desenvolvimento da pneumonia aspirativa. Segundo eles, essa condição já havia sido mencionada anteriormente em relatórios médicos como um possível fator de risco.
Os especialistas ressaltaram ainda que o rápido encaminhamento ao hospital foi determinante para evitar a necessidade de intubação.
Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta. O tratamento com antibióticos deve durar entre sete e 14 dias, e a recuperação tende a ser mais lenta devido à gravidade do quadro e às comorbidades apresentadas pelo paciente.
O ex-presidente tem 70 anos e passou por diversas cirurgias desde que foi vítima de um atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018.
A atual internação ocorre poucos dias após a Supremo Tribunal Federal (STF) manter, por decisão da Primeira Turma, a prisão do ex-presidente. A defesa havia solicitado transferência para prisão domiciliar, alegando falta de estrutura médica adequada no sistema prisional.
O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Conforme informações divulgadas, Bolsonaro estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e foi transferido para o hospital após o agravamento do quadro de saúde.
