Metade dos pacientes com Covid têm sequelas que podem passar de um ano

(Imagem: Reprodução/ Internet)
Um estudo divulgado pela a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou que metade das pessoas diagnosticadas com Covid-19 apresentaram sequelas que podem perdurar por mais de um ano. De acordo com o estudo, os pesquisadores identificaram 23 sintomas após o término da infecção aguda. Cansaço extremo, insônia e dificuldade em realizar atividades do dia-dia estão entre as queixas relatadas pelos pacientes.
O estudo acompanhou durante 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção em 2020 e 2021 e verificou que 324 deles (50,2%) tiveram sintomas pós-infecção, caracterizando o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica de covid longa.
A fadiga, que é caracterizada por cansaço extremo e dificuldade para realizar atividades rotineiras, foi relatada por 115 pessoas, ou seja, 35,6% dos pacientes acompanhados. Outras sequelas relatadas foram tosse persistente, dificuldade para respirar, perda do olfato ou paladar, dores de cabeça frequentes e trombose. Foram constatados ainda transtornos como insônia, relatada por 8% dos pacientes acompanhados, ansiedade e tontura.
A pesquisa constatou ainda a presença de sete comorbidades, como hipertensão arterial crônica, diabetes, cardiopatias, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e tabagismo ou alcoolismo, levou à infecção aguda mais grave e aumentou a chance de ocorrência de sequelas.
As sequelas foram constatadas em pacientes que tiveram desde a forma mais leve ou assintomática até a mais grave de covid-19. Na forma grave, de um total de 260 pacientes, 86, ou seja, 33,1%, tiveram sintomas duradouros. Entre os 57 diagnosticados com a forma moderada da doença, 43, isto é, 75,4%, manifestaram sequelas e, dos 329 pacientes com a forma leve, 198 apresentaram sintomas meses após o término da infecção aguda.
Por Lucas Medeiros
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