Moraes autoriza envio ao Exército de sete armas apreendidas de Bolsonaro

Sete armas de fogo que foram apreendidas do ex-presidente Jair Bolsonaro deverão ser encaminhadas ao Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro para destruição. A determinação foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e prevê que o procedimento seja realizado somente após a elaboração dos respectivos laudos periciais.
Segundo a decisão, os armamentos são considerados instrumentos relacionados aos crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado e, por esse motivo, estão sujeitos ao confisco como consequência da condenação. Entre os armamentos que serão destruídos estão duas pistolas Taurus, uma carabina/fuzil Springfield Armory, uma espingarda Typhoon, uma pistola Arex, uma pistola SIG Sauer e uma espingarda Maestro Arms Company.
Uma oitava arma apreendida, uma pistola Glock calibre 9×19 mm, não foi incluída na ordem de destruição. O armamento está atualmente sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal e permanece relacionado a uma investigação em andamento na 17ª Delegacia de Polícia.
Por estar vinculada ao inquérito, a Glock deverá continuar apreendida até o encerramento das investigações. Somente depois disso será analisada a necessidade de manutenção da arma como elemento de prova e qual será a destinação adequada.
No processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia defendido o encaminhamento das armas ao Exército. A defesa de Bolsonaro também concordou com a medida, mas solicitou que fosse respeitado o prazo regulamentar de 90 dias para uma eventual solicitação de transferência de titularidade dos bens.
Com a decisão, as sete armas deverão seguir para o Exército após a realização das perícias necessárias, enquanto a pistola Glock permanecerá sob custódia da Polícia Civil até que a investigação relacionada ao armamento seja concluída.
Por Jorge Brandão
