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Motorista responsável pela morte de casal em acidente, próximo à UPA Estadual, é julgado no Tribunal do Júri de Caruaru  


  • 28 de março de 2022 às 12h59min

Acidente aconteceu no dia 19 de março de 2018, no entroncamento que dá acesso a BR 232, próximo a UPA estadual.  (Foto: Reprodução/Internet)

Teve início nesta segunda-feira (28), no Fórum Dr Demóstenes Batista Veras, em Caruaru, o julgamento de José Aurélio Santos de Meira. Ele é acusado de atropelar e matar o casal Rogério José Santos da silva e Adelma Alaíde da Silva. O acidente aconteceu no dia 19 de março de 2018, por voltas das 18h30, no entroncamento que dá acesso a BR 232, próximo a UPA estadual.  

De acordo com informações da polícia, José Aurélio dirigia embriagado, quando invadiu a contramão e colidiu de frente na moto em que o casal estava. Adelma morreu no local, já o corpo de Rogério da Silva foi arrastado por cerca de 500 metros. Ao perceber que havia algo estranho embaixo do carro, José Aurélio, desceu do veículo, olhou algumas vezes para saber o que estava acontecendo, fez várias manobras, até que o corpo de Rogério se desprendeu do veículo, em seguida José Aurélio fugiu, sem prestar socorro à vítima.

Antes do julgamento, o representante do Ministério Público, promotor da 4° Promotoria de Justiça Criminal de Caruaru, Dr. Fabiano de Melo Pessoa, disse que, pela forma como ocorreu o acidente, houve a intenção de matar e acredita na condenação de José Aurélio. “Além do acusado, vamos ouvir testemunhas, mas a compreensão do Ministério Público é que houve sim, o dolo de matar as duas vítimas, razão pela qual a acusação pretende impugnar pela condenação do acusado”. O promotor disse ainda que, pelas características do acidente, o crime vai além de uma infração de trânsito e sim, de um homicídio, “principalmente pela forma em que o fato ocorreu… transitando pela contramão, uso de bebida alcoólica e omissão de socorro das vítimas”, disse ele.

Abenildo José da Silva, irmão de Adelma, contou que após a morte da filha, a saúde do pai deles ficou comprometida, ele espera justiça. “Meu pai toma remédio controlado, quando chega as datas comemorativas é uma agonia. Esperamos que ele pague pelo crime que cometeu, só assim vamos poder virar a página da vida. Não queremos vingança, apenas justiça”, desabafou.

Por Alex Murphy

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