MP pede arquivamento do caso da morte do Cão Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento do caso envolvendo a morte do Cão Orelha, ocorrida em janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo o órgão, a investigação concluiu que o animal não morreu em decorrência de agressões, mas sim por causa de uma condição grave de saúde preexistente.
De acordo com a manifestação do MP, os adolescentes investigados não estiveram juntos com o animal no horário em que a suposta agressão teria acontecido. A análise de imagens de câmeras públicas e privadas identificou inconsistências nos horários registrados, apontando um descompasso temporal de cerca de 30 minutos entre os sistemas de monitoramento.
O Ministério Público também destacou que imagens analisadas pela perícia mostram o cão ainda se movimentando normalmente quase uma hora após o horário em que teria ocorrido a agressão. Laudos técnicos e o depoimento do veterinário responsável indicaram que o animal sofria de osteomielite, uma infecção óssea grave e crônica, que levou à decisão pela eutanásia.
Outro ponto citado pelo órgão foi a ausência de testemunhas que confirmassem os maus-tratos. Segundo o MP, muitos relatos eram baseados em informações vistas nas redes sociais ou repassadas por terceiros, sem comprovação direta.
Por Millena Galvão
