MPPE exige reconstituição da morte de Darik Sampaio

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) determinou que a Polícia Civil realize uma reprodução simulada da ocorrência que resultou na morte do adolescente Darik Sampaio da Silva, de 13 anos, durante uma perseguição policial no bairro do Jordão, no Recife, em março de 2024. A medida tem como objetivo esclarecer as circunstâncias do episódio e apontar qual agente da Polícia Militar efetuou o disparo fatal.
A requisição foi enviada no dia 9 de março à 3ª Delegacia de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O prazo estabelecido para a diligência é de 90 dias, contados a partir do recebimento do documento. O pedido foi formalizado pela Central de Inquéritos da Capital e assinado pelo promotor Eduardo Henrique Tavares de Souza, que destacou falhas no cumprimento de diligências anteriores.
Entre as medidas cobradas está justamente a reconstituição da cena, considerada essencial para a reconstrução técnica dos fatos. O MPPE determinou que a reprodução seja feita mesmo sem a participação dos investigados e acompanhada de laudo pericial do Instituto de Criminalística.
Na noite de 16 de março de 2024, Darik foi atingido durante perseguição policial após o roubo de um carro rastreado por GPS em Jaboatão dos Guararapes. De acordo com a investigação, os suspeitos fugiram em dois veículos e, ao serem interceptados, houve troca de disparos. Parte do grupo conseguiu escapar, enquanto dois homens foram presos.
