MPT registra 223 denúncias de assédio eleitoral em 2026

O Ministério Público do Trabalho recebeu 223 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em 2026. Somente em agosto, foram registrados 95 casos, mais que o dobro dos 46 contabilizados em julho.
De janeiro a julho, o MPT havia recebido 128 denúncias, número 25,5% maior que o registrado no mesmo período de 2024 e 16 vezes superior aos oito casos contabilizados em 2022.
Os registros aparecem em todos os estados e no Distrito Federal. São Paulo lidera, com 29 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro, com 21. Pernambuco aparece na terceira posição, com 14 registros.
O assédio eleitoral pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, promessas de aumento salarial, perda de benefícios ou outras formas de pressão para influenciar o voto do trabalhador. A prática também pode envolver gerentes e outros superiores hierárquicos, e não apenas proprietários de empresas.
O MPT orienta que denúncias sejam feitas o mais rápido possível, para permitir a interrupção da pressão antes das eleições. Entre as medidas adotadas pelo órgão estão recomendações, audiências, termos de ajustamento de conduta e, quando necessário, ações na Justiça do Trabalho.
O trabalhador também pode reunir mensagens, áudios, vídeos, e-mails e outras provas que ajudem a comprovar a situação. Segundo o MPT, os dados de quem denuncia são mantidos em sigilo.
Por Viliane Gomes
