Mulher é atacada por tubarão em Boa Viagem um dia após caso com criança no Grande Recife

Uma jovem de 19 anos foi atacada por um tubarão na tarde desta segunda-feira (1º), na praia de Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O caso acontece apenas um dia após outro ataque registrado em Jaboatão dos Guararapes, aumentando o alerta no litoral pernambucano.
A vítima foi identificada como Marcela Vitória de Lima Santos. Segundo relatos de familiares, ela estava na praia com parentes quando entrou no mar e acabou sendo surpreendida pelo animal. A jovem sofreu ferimentos graves na perna direita e foi retirada da água por banhistas e guarda-vidas.
Um primo da vítima contou que ouviu os gritos de socorro e correu para ajudar. “Ela chamou meu nome e eu fui até a beira do mar. Consegui puxar ela, e outras pessoas também ajudaram no resgate”, relatou.
Testemunhas informaram que um médico que estava no local prestou os primeiros socorros até a chegada do Corpo de Bombeiros. A jovem foi levada inicialmente para uma unidade de saúde em Boa Viagem e, em seguida, transferida para o Hospital da Restauração, referência em atendimentos de alta complexidade.
De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões, este é o 84º ataque registrado no litoral de Pernambuco desde 1992, sendo o 25º apenas na praia de Boa Viagem. O último caso na área havia sido registrado em 2013.
Especialistas apontam que, pelas características do ataque, o animal envolvido pode ser um tubarão-tigre, espécie considerada de grande porte e mais ativa em horários como o fim da tarde e o início da manhã.
Segundo caso em dois dias
No domingo (31), um menino de 11 anos também foi atacado enquanto tomava banho na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. A criança sofreu ferimentos graves, teve a perna amputada e foi socorrida em estado crítico.
O garoto foi encaminhado ao Hospital da Restauração, onde passou por cirurgia. Segundo a equipe médica, o estado de saúde é grave, porém estável.
Os casos reforçam o alerta das autoridades sobre os riscos de entrar no mar em áreas já sinalizadas, especialmente em trechos conhecidos pela incidência de ataques.
Por Viliane Gomes
