Mulher morta em condomínio de Gravatá tinha histórico em esquema de tráfico e lavagem de dinheiro

A mulher assassinada a tiros dentro de um condomínio de alto padrão em Gravatá tinha passagem por investigações relacionadas ao crime organizado. Gabriela Raizila Lima de Souza, de 33 anos, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na Bahia que apurava tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, iniciada em 2019. Ela acabou sendo condenada pela Justiça em 2025, após desdobramentos da investigação que resultaram em prisões, apreensão de mais de uma tonelada de entorpecentes e bloqueio de bens milionários.

O crime ocorreu na noite da última segunda-feira (30), quando um homem encapuzado invadiu a residência e efetuou vários disparos contra a vítima. O único presente no imóvel, um homem contratado como segurança, prestou depoimento e negou envolvimento. Ele afirmou que o suspeito pulou uma cerca, entrou na casa, atirou e fugiu em seguida.
Ainda segundo o relato, o segurança havia saído do local a pedido de Gabriela e, ao retornar, encontrou sinais de arrombamento e sangue no interior do imóvel. Ele foi ouvido e liberado. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio consumado e segue investigando a autoria e motivação do crime.
