Nova cepa recombinante da Mpox preocupa OMS e estudo questiona eficácia de antiviral

A identificação de uma nova cepa recombinante do vírus da mpox acendeu um alerta na Organização Mundial da Saúde (OMS). A variante reúne características genéticas de duas linhagens já conhecidas do vírus, os clados Ib e IIb, ligados a surtos recentes da doença em diferentes regiões do mundo.
Os primeiros casos foram detectados no Reino Unido e na Índia. Segundo especialistas, a nova cepa preocupa porque os testes convencionais de PCR não conseguiram identificar corretamente o vírus, sendo necessário o sequenciamento genômico para confirmar a variante.
Outro ponto que chamou a atenção foi o resultado de um estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine. A pesquisa mostrou que o antiviral tecovirimat, utilizado no tratamento da mpox, não apresentou benefício significativo em comparação ao placebo.
O ensaio clínico envolveu 344 adultos com diagnóstico confirmado da doença e indicou que o medicamento não reduziu o tempo de cicatrização das lesões, nem diminuiu a dor ou acelerou a eliminação do vírus. Resultados semelhantes também foram observados em outro estudo realizado na República Democrática do Congo.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de ampliar a vigilância epidemiológica e o sequenciamento genômico para identificar novas variantes. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, especialmente para grupos considerados de maior risco.
Por Millena Galvão
