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Investimento

Novo prédio da UFPE terá investimento de R$ 28 milhões após incêndio


  • 9 de outubro de 2026 às 08h37min

Ministério da Educação prevê construção com o dobro do espaço do edifício destruído e promete recomprar equipamentos perdidos. (Foto: Reprodução)

Um novo prédio será construído na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, para substituir a estrutura atingida por um incêndio nessa quarta-feira (7). O ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou que a obra está orçada em R$ 28 milhões e deve começar após a conclusão da investigação sobre as causas do fogo, estimada em cerca de 30 dias.

Com aproximadamente 7 mil metros quadrados, o novo edifício deverá ter o dobro da área da estrutura destruída e seguirá um projeto executivo desenvolvido para outro campus universitário. Segundo o ministro, também serão recomprados os equipamentos perdidos, em um investimento total estimado inicialmente em R$ 100 milhões, incluindo recursos de outros ministérios.

O incêndio destruiu laboratórios e materiais de pesquisa, entre eles os do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino (Nupit). De acordo com o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, cerca de 200 dissertações e teses estavam em andamento nos espaços atingidos.

Para evitar prejuízos aos estudantes, o MEC informou que vai prorrogar os prazos de conclusão de pesquisas de pós-graduação. Doutorandos em fase final também poderão participar de um chamamento especial para realizar parte dos estudos em laboratórios no exterior. Estudantes de mestrado poderão desenvolver pesquisas em outras universidades brasileiras.

A Polícia Federal investiga o caso e trabalha para identificar o que provocou o incêndio e reconstruir a sequência dos acontecimentos. Como o prédio ainda precisa passar por avaliação de segurança, peritos utilizam imagens captadas por robôs e drones enquanto aguardam autorização para entrar na área atingida.

A investigação também considera informações sobre ameaças direcionadas à universidade e à comunidade acadêmica. Segundo a PF, depoimentos já começaram a ser colhidos.

Por Mirelly Rodrigues

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