Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe do falso parente pelo WhatsApp

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Proteu, contra uma associação criminosa suspeita de aplicar o chamado “golpe do falso parente” e lavar o dinheiro obtido com as fraudes. Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e dez de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 8ª Vara Criminal da Capital.
Segundo a investigação, os suspeitos entravam em contato com as vítimas pelo WhatsApp e utilizavam nomes e fotografias de familiares para dar credibilidade às mensagens. Durante as conversas, apresentavam uma falsa situação de urgência e convenciam as vítimas a fazer transferências bancárias ou pagamentos para contas indicadas pelo grupo.
As apurações começaram em setembro de 2025 e apontaram que a associação criminosa teria atuação interestadual e divisão de tarefas entre os integrantes. As funções envolviam a obtenção e disponibilização de contas bancárias, a execução remota dos golpes, o recebimento dos valores e a posterior distribuição do dinheiro.
A Polícia Civil também identificou transações entre os investigados e movimentações compatíveis com o uso de “contas de passagem”. Essas contas teriam sido utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro proveniente das fraudes e esconder os beneficiários finais dos valores.
A Operação Proteu é a 79ª ação de repressão qualificada realizada pela Polícia Civil de Pernambuco em 2026. A investigação é conduzida pelas delegadas Viviane Santa Cruz, Érica Bezerra e Lígia Cardoso, da Delegacia de Repressão ao Estelionato, com assessoramento da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco e apoio operacional das polícias civis de Mato Grosso e Minas Gerais.
Por Mirelly Rodrigues
