logo logo

Já imaginou a sua marca sendo divulgada na Rádio Cidade?

Cidade ADS

Divulgue aqui e aumente suas vendas.

conheça nossos planos

81 98253-5080

Caruaru / PE

Estr. do Alto do Moura - Distrito Industrial, Caruaru - PE, 55040-120

Fonte: 81 99878-0997 whatsapp

[email protected]
Geral

Pequenas indústrias têm pior resultado desde 2020 e veem confiança despencar, aponta CNI


  • 18 de maio de 2026 às 11h19min

Juros altos, insumos mais caros e carga tributária pressionam o setor, que registra piora no desempenho e na situação financeira. (Foto: Reprodução)

O desempenho das pequenas indústrias brasileiras caiu ao menor nível desde o auge da pandemia, segundo o Panorama da Pequena Indústria divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice que mede a performance do setor recuou para 43,7 pontos no primeiro trimestre de 2026 — queda de um ponto em relação ao fim de 2025 e o pior resultado desde o segundo trimestre de 2020, quando marcou 34,1 pontos.

O indicador leva em conta produção, uso da capacidade instalada e evolução do emprego, e todos esses componentes registraram retração. A analista de Políticas e Indústria da CNI, Julia Dias, explica que o cenário é reflexo direto da combinação entre juros elevados e aumento no custo das matérias‑primas, fatores que comprimem a margem de lucro e dificultam o acesso ao crédito. A situação financeira das pequenas empresas também se deteriorou: o índice caiu para 39 pontos, o pior em cinco anos.

Entre as indústrias de transformação, a falta ou o alto custo da matéria‑prima saltou para o segundo maior problema enfrentado pelo setor, atrás apenas da carga tributária — que segue como principal obstáculo tanto na indústria quanto na construção civil. O conflito no Oriente Médio, segundo a CNI, tem pressionado preços de insumos essenciais, como petróleo e derivados.

A pesquisa mostra ainda que a confiança do empresário industrial de pequeno porte segue em queda. O Índice de Confiança (ICEI) recuou para 44,6 pontos, menor patamar desde junho de 2020, permanecendo abaixo da linha de 50 pontos há 17 meses consecutivos. Já o índice de perspectivas ficou em 47,4 pontos, indicando expectativas moderadas para os próximos seis meses, com cautela em relação à demanda, investimentos e contratação de mão de obra.