Pernambuco intensifica cirurgias pelo SUS com mutirão em hospitais

Hospitais públicos, privados e filantrópicos de Pernambuco vão operar com capacidade ampliada até o dia 27 de junho, com a realização de 946 cirurgias extras além da média habitual. A mobilização começou na última segunda-feira, 22.
A mobilização faz parte do programa Agora Tem Especialistas, coordenado pelo Ministério da Saúde, que tem como foco acelerar o atendimento de pacientes que aguardam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na capital pernambucana, os procedimentos estão concentrados no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e na Santa Casa de Misericórdia do Recife. Já no município de Goiana, na Zona da Mata Norte, as cirurgias serão realizadas no Hospital Belarmino Correia.
Os pacientes contemplados terão acesso a um atendimento completo, com etapas que incluem avaliação antes da cirurgia, realização do procedimento e acompanhamento após a intervenção. A força-tarefa contempla áreas como pediatria, oftalmologia (com cirurgias de catarata), além de especialidades de cabeça e pescoço e do aparelho digestivo.
Para garantir a ampliação dos serviços, o Ministério da Saúde investe na contratação de profissionais, aquisição de insumos e disponibilização de equipamentos, além de retomar o funcionamento de salas cirúrgicas que estavam inativas em unidades públicas. A iniciativa também prevê a participação de hospitais privados, por meio de compensação financeira com abatimento de tributos.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a estratégia envolve a integração de diferentes setores para ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados. “Estamos atuando para utilizar toda a estrutura disponível e levar assistência onde há maior necessidade”, destacou.
A ação não se limita a Pernambuco. Outros 19 estados participam do esforço nacional, que reúne 46 unidades de saúde e deve viabilizar cerca de 16 mil atendimentos especializados. Desse total, aproximadamente 2,3 mil serão realizados via parcerias com a rede privada, enquanto mais de 13 mil ocorrerão com a reativação de estruturas públicas com capacidade ociosa.
Também integram a mobilização os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Por Viliane Gomes
