Pesquisa aponta desgaste emocional entre médicos intensivistas no Brasil

Um levantamento nacional identificou um cenário de elevado desgaste emocional entre médicos que trabalham em unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil. Segundo a pesquisa, 48,5% dos profissionais entrevistados apresentaram alto nível de esgotamento mental e emocional.
O estudo também mostrou que 46,4% dos médicos afirmaram ter baixo nível de satisfação com as atividades que desempenham. Os dados são do Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica das UTIs Brasileiras, realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Ao todo, foram ouvidos 2.338 profissionais de 26 estados e do Distrito Federal.
Para a Amib, os resultados indicam uma situação de vulnerabilidade entre os médicos intensivistas diante da síndrome de burnout. A condição está associada a fatores como exaustão emocional, distanciamento afetivo e percepção de baixa realização profissional.
A entidade defende que a saúde mental dos profissionais que atuam nas UTIs seja tratada como uma prioridade. Segundo a avaliação apresentada pela associação, o cenário exige a participação de gestores, instituições de saúde e autoridades na elaboração de medidas voltadas à proteção e ao bem-estar dos profissionais.
Por Jorge Brandão
