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Economia

Petrobras inicia operação da plataforma P-79 no Campo de Búzios


  • 2 de maio de 2026 às 07h52min

Nova unidade amplia produção de petróleo e gás em meio à alta global dos preços. (Imagem divulgação Petrobras)

A Petrobras iniciou, neste 1º de maio, a operação da plataforma P-79 no Campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos. A entrada em funcionamento foi antecipada em três meses, segundo a estatal.

A unidade é do tipo FPSO (plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência) e tem capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia, além de comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.

Com a P-79, a oitava plataforma em operação no campo, a produção total de Búzios deve alcançar cerca de 1,33 milhão de barris de óleo por dia. Parte do gás extraído será escoada para o continente por meio do gasoduto Rota 3, podendo acrescentar até 3 milhões de m³ diários à oferta nacional.

Descoberto em 2010, o Campo de Búzios é considerado o maior em reservas de petróleo do país e já ultrapassou a marca de 1 milhão de barris produzidos por dia. A área fica a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

A plataforma foi construída na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro, já com parte da equipe a bordo para agilizar o processo de entrada em operação — estratégia semelhante à utilizada anteriormente na P-78.

A produção no campo ocorre por meio de um consórcio liderado pela Petrobras, com participação das empresas chinesas CNOOC e CNODC, além da Pré-Sal Petróleo S.A., que representa a União.

O início das operações ocorre em um cenário internacional de alta no preço do petróleo, influenciado pela tensão no Oriente Médio, especialmente após o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A instabilidade na região, que abriga importantes rotas de escoamento como o Estreito de Ormuz, tem impactado a oferta global e elevado os preços da commodity.

Diante desse cenário, o aumento da produção nacional é visto como estratégico para reduzir a dependência externa e amenizar os efeitos da volatilidade internacional no mercado brasileiro.