PF cumpre prisões contra organização ligada ao PCC e a mafiosos italianos

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Eredità, que investiga uma suposta organização criminosa transnacional envolvida no envio de cocaína da América do Sul para a Europa. Segundo as investigações, o esquema teria conexão entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e membros de grupos mafiosos italianos.
Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. A Justiça também determinou medidas para atingir o patrimônio dos investigados, incluindo o sequestro de imóveis e o bloqueio de bens, valores em contas bancárias e investimentos de pessoas físicas e empresas.
As investigações apontam que pelo menos 4,6 toneladas de cocaína teriam sido destinadas ao mercado europeu por meio da estrutura investigada. A operação conta com a colaboração de autoridades brasileiras e italianas. Entre 2020 e 2025, os dois países mantiveram uma Equipe Conjunta de Investigação formada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, no Brasil, e pelo Departamento Anticrime de Turim do ROS Carabinieri e pelo Ministério Público de Turim, na Itália.
Entre os alvos está o advogado Patrick Raasch Cardoso. Conforme decisão do juiz Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, da 14ª Vara Federal de Curitiba, o investigado teria utilizado sua atuação profissional para transmitir instruções entre pessoas presas, operadores que estavam fora do sistema prisional e integrantes de organizações criminosas.
Na decisão judicial, o magistrado classificou os fatos investigados como relacionados a crimes de elevada gravidade. As medidas determinadas fazem parte da apuração sobre a atuação e a estrutura financeira do grupo investigado.
Por Jorge Brandão
