PF instaura 829 inquéritos por crimes eleitorais em 2026; falsidade ideológica lidera ocorrências

A Polícia Federal instaurou 829 inquéritos para investigar suspeitas de crimes eleitorais em todo o país entre os dias 5 de janeiro e 31 de julho de 2026. Os dados, divulgados por meio do Painel BI Eleições, mostram que os crimes mais investigados no período foram falsidade ideológica eleitoral, inscrição fraudulenta de eleitores e compra de votos.
Criado em 2024 para monitorar e dar transparência às ocorrências registradas durante os processos eleitorais, o Painel BI Eleições reúne informações sobre investigações relacionadas ao descumprimento da legislação eleitoral e está disponível para consulta pública.
Entre as infrações, a falsidade ideológica eleitoral aparece como a mais recorrente. O crime consiste em omitir ou inserir informações falsas em documentos públicos ou particulares relacionados ao processo eleitoral, como prestações de contas e documentos de campanha.
A inscrição fraudulenta de eleitores, outro crime frequentemente investigado, ocorre quando uma pessoa realiza um registro eleitoral utilizando informações falsas ou cria uma inscrição indevida em determinada localidade. Já a compra de votos caracteriza-se pela oferta de dinheiro, bens ou qualquer outra vantagem em troca do voto ou da abstenção do eleitor.
Além dos 829 inquéritos, a Polícia Federal registrou dois termos circunstanciados, utilizados em infrações de menor potencial ofensivo.
O levantamento aponta que Maranhão, com 98 investigações, lidera o número de inquéritos instaurados no período. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 86 casos; Ceará, com 83; São Paulo, com 69; e Paraná, com 52 procedimentos.
Segundo os dados da Polícia Federal, a maior parte das investigações teve origem em comunicações feitas pela Justiça Eleitoral, responsável por 294 registros. O Ministério Público Eleitoral notificou outros 189 casos, enquanto os Ministérios Públicos estaduais deram origem a mais 131 investigações.
Por Mirelly Rodrigues
