PF usa tecnologia para acessar celulares sem senha

A Polícia Federal utiliza equipamentos capazes de acessar dados de celulares mesmo sem a senha e até quando os aparelhos estão desligados.
Entre as ferramentas usadas estão softwares de uso restrito. Esses programas permitem acessar arquivos, mensagens e outros dados armazenados em celulares com sistemas iOS e Android, mesmo quando os dispositivos estão bloqueados.
Antes da extração, os peritos adotam medidas para preservar as informações. O celular é colocado em um recipiente que funciona como uma Gaiola de Faraday, uma bolsa ou caixa com revestimento metálico que bloqueia sinais externos, como Wi-Fi e rede móvel. A técnica impede que dados sejam apagados remotamente pelo proprietário do aparelho.
Se o aparelho estiver ligado, mas com a tela bloqueada, os programas tentam identificar a senha e copiar os dados por meio de conexão via cabo USB. Já em casos em que o dispositivo está desligado ou danificado, pode ser utilizada a técnica chamada chip off, que consiste na remoção do chip de memória para leitura direta das informações.
Mas, a perícia precisa ser feita rapidamente, pois alguns dados importantes, como registros que facilitam a quebra da senha, ficam armazenados temporariamente no aparelho. Reinicializações automáticas, adotadas por fabricantes como a Apple, dificultam esse processo após determinado período.
As licenças de softwares podem custar cerca de US$ 50 mil por ano. Mesmo assim, segundo especialistas, essas ferramentas são consideradas fundamentais para investigações complexas, especialmente quando há risco de perda ou destruição de provas digitais.
