Polícia Científica de PE reforça perícias toxicológicas com nova tecnologia no IML

A Polícia Científica de Pernambuco passou a contar com um novo equipamento de alta precisão para análises toxicológicas no Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife. A tecnologia, considerada padrão ouro em exames laboratoriais, começou a ser utilizada no Laboratório de Toxicologia Forense (LabTox) e deve fortalecer a investigação de mortes suspeitas, intoxicações e outros crimes no Estado.
O novo sistema utiliza um cromatógrafo gasoso acoplado a espectrômetro de massas, capaz de identificar substâncias químicas em amostras biológicas como sangue, urina, conteúdo gástrico e humor vítreo. O equipamento permite detectar drogas ilícitas, medicamentos, pesticidas e outros agentes tóxicos com maior sensibilidade, rapidez e confiabilidade.
Segundo a Polícia Científica, a tecnologia poderá auxiliar em investigações de envenenamentos, overdoses, suicídios, acidentes e casos de violência doméstica ou crimes sexuais, inclusive em situações com suspeita de uso de substâncias para incapacitar vítimas. O recurso também pode contribuir para apurações de maus-tratos contra crianças e idosos.
A Polícia Científica informou ainda que o laboratório atende demandas de todo Pernambuco e que cada análise tem tempo médio de cerca de 20 minutos. Com isso, a expectativa é ampliar a capacidade de processamento dos exames e reduzir o tempo de resposta das perícias, agilizando investigações policiais e procedimentos judiciais.
Por Mirelly Rodrigues
