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Polícia Científica de Pernambuco recebe comparadores balísticos para fortalecer investigações


  • 16 de junho de 2026 às 16h40min

O sistema amplia o alcance das investigações e permite conectar crimes que, à primeira vista, não apresentavam relação entre si.(Foto: reprodução)

As investigações de crimes envolvendo armas de fogo em Pernambuco passam a contar com um reforço tecnológico. A Polícia Científica incorporou novos comparadores balísticos ao Instituto de Criminalística (IC), no Recife, e à Unidade Regional de Polícia Científica do Agreste Central (URPOC), em Caruaru, ampliando a capacidade de produção de provas técnicas e o cruzamento de informações entre diferentes ocorrências criminais.

Os equipamentos permitem análises microscópicas detalhadas de projéteis e estojos recolhidos em cenas de crime. Com isso, os peritos conseguem identificar marcas únicas deixadas pelos mecanismos internos das armas, estabelecendo vínculos entre vestígios e armamentos apreendidos durante as investigações.

Segundo a perita criminal Raissa Matos, a tecnologia representa um importante avanço para a perícia criminal. “O microcomparador balístico é essencial na produção de provas materiais robustas. Ele faz uma comparação microscópica de projéteis e estojos, permitindo identificar características únicas deixadas pelos mecanismos das armas nesses elementos, e estabelece vínculos técnicos entre diferentes locais de crime, associando armas apreendidas a ocorrências específicas e fornecendo subsídios robustos para os inquéritos da Polícia Civil”, afirmou.

O sistema é composto por dois microscópios conectados, que possibilitam a observação simultânea de dois vestígios. Dessa forma, é possível comparar, por exemplo, um projétil encontrado em uma cena de crime com outro obtido a partir de disparos realizados por uma arma suspeita, verificando se ambos foram produzidos pelo mesmo armamento.

Além de auxiliar na identificação da origem dos disparos, o equipamento também contribui para relacionar ocorrências distintas. A análise pode revelar se uma mesma arma foi utilizada em diferentes crimes, informação que pode ser decisiva para esclarecer autoria e fortalecer o andamento das investigações.

Os comparadores também desempenham papel fundamental na validação de correlações apontadas pelo Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB), ferramenta do Ministério da Justiça que integra informações de diversos estados. O sistema amplia o alcance das investigações e permite conectar crimes que, à primeira vista, não apresentavam relação entre si.

Por Jorge Brandão