Policiais militares são presos por suspeita de envolvimento em morte de motorista

(Foto: Reprodução)
Dois policiais militares e um terceiro homem foram presos por suspeita de envolvimento no desaparecimento e morte do motorista por aplicativo Welmiton de Arimateia Silva, em Caruaru. O caso aconteceu no dia 22 de agosto e é tratado pela Polícia Civil como homicídio, apesar de o corpo da vítima ainda não ter sido localizado.
Welmiton saiu de casa para trabalhar e chegou a manter contato com a mulher antes de desaparecer. Horas depois, o carro dele foi encontrado completamente queimado no Sítio Malhada das Caveiras, na zona rural de Caruaru. Durante as investigações, a polícia também constatou que o motor do veículo teria sido retirado posteriormente.

Imagens de câmeras de segurança e depoimentos indicaram que o motorista foi visto pela última vez na Rua Alferes Jorge, no bairro Indianópolis. Segundo informações obtidas durante a investigação, ele também teria sido visto dentro de uma viatura da Polícia Militar. Foram presos um sargento e um cabo lotados no 4º Batalhão da Polícia Militar, em Caruaru, além de um terceiro homem, que, segundo a Polícia Civil, não integra as forças de segurança.
De acordo com informações repassadas por fontes policiais, a suspeita é de que Welmiton tenha sido atraído até a Rua Alferes Jorge após uma denúncia de que faria entrega de drogas. Ao chegar ao local e perceber a presença dos policiais, ele teria tentado fugir. Um disparo teria atingido um dos pneus do veículo e, em seguida, o motorista teria sido abordado e colocado em uma viatura. O carro foi posteriormente levado ao Sítio Malhada das Caveiras, onde foi incendiado.
A Polícia Civil também investiga a possibilidade de o corpo ter sido levado para a região do Sítio Olho d’Água, entre Caruaru e Bezerros. Buscas já foram realizadas na área, inclusive diante da informação de que a vítima poderia ter sido deixada em um barreiro, mas o corpo ainda não foi encontrado.
Os três suspeitos já foram ouvidos, mas, segundo informações da investigação, não forneceram elementos que levassem à localização da vítima. O caso continua sendo apurado. Até o momento, a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Militar não se pronunciaram sobre as prisões.
Por Juliana Santos
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