
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a empresa turca MSK Maritime Services & Trading quer “abandonar definitivamente” no mar o navio porta-aviões São Paulo, impedido por decisão judicial de atracar no porto de Suape, no litoral de Pernambuco. Em decisão no fim do ano passado, a justiça negou recurso da empresa para reverter proibição de atracação de porta-aviões em Suape. Atualmente, a embarcação está em águas jurisdicionais brasileiras.
Elementos tóxicos como amianto e mercúrio na estrutura da embarcação que foram elencados por inventário de materiais perigosos são citados como fatores para impedir a atracação da embarcação. Segundo o Ibama, nas condições atuais do casco, é urgente “sua atracação para reparos para evitar afundamento e consequentes danos ambientais”. Foram identificadas “graves avarias” na embarcação.
O ex-porta-aviões São Paulo é um navio que, durante 20 anos, pertenceu à marinha brasileira. A embarcação foi vendida em 2020 à empresa turca para desmanche e reciclagem ambientalmente segura em um estaleiro internacional. Quando já estava com destino à Turquia, o navio teve que retornar para o Brasil.
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