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Praias de cinco municípios pernambucanos têm trechos impróprios para banho


  • 9 de outubro de 2026 às 16h11min

A classificação abrange áreas do litoral de Paulista, Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. (Foto: reprodução)

Um levantamento da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) identificou 13 trechos de praias impróprios para banho em Pernambuco. O alerta foi divulgado na quinta-feira (8) e tem validade até a próxima quarta-feira (15). A classificação abrange áreas do litoral de Paulista, Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.

A avaliação é realizada semanalmente pela CPRH, que monitora a qualidade da água por meio de análises microbiológicas para verificar a presença de enterococos, bactérias utilizadas como indicadores de contaminação fecal. O procedimento segue os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

De acordo com a regulamentação, a água é considerada própria para banho quando pelo menos 80% das amostras coletadas durante cinco semanas consecutivas apresentam até 100 enterococos por 100 mililitros. A classificação passa a ser de imprópria quando esse requisito não é atendido ou quando a análise mais recente aponta concentração superior a 400 enterococos por 100 mililitros.

Diante dos resultados, a CPRH orienta os banhistas a evitar o contato com a água nos trechos classificados como impróprios. O órgão também recomenda não entrar no mar nas 24 horas seguintes às chuvas, período em que aumenta o risco de exposição a agentes contaminantes transportados pela água da chuva.

A orientação inclui ainda situações em que há indícios de lançamento de esgoto no mar por galerias pluviais, valas ou rios, além da presença de resíduos, óleos e outras substâncias potencialmente prejudiciais à saúde. A ocorrência de floração de algas também exige atenção dos frequentadores.

As coletas são feitas semanalmente em pontos do litoral utilizados para recreação, permitindo acompanhar as condições sanitárias da água e orientar a população sobre os riscos associados ao banho de mar.

Por Jorge Brandão