“Quando vemos o público emocionado, sabemos que o espetáculo deu certo”, diz Robinson Pacheco Filho

O diretor geral da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Robinson Pacheco Filho, revelou detalhes sobre a grandiosidade e os bastidores de um dos maiores espetáculos ao ar livre do mundo durante entrevista à jornalista Renata Torres, no Podcast da Paixão. O conteúdo foi exibido no programa Manhã Cidade desta sexta-feira (03).
Responsável pela gestão administrativa da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, Robinson destacou que o sucesso da encenação vai muito além do que o público vê em cena. “É uma missão que a gente tem de dar continuidade ao legado do meu avô. Desde pequeno, fomos inseridos nesse meio. Começamos como figurantes e, com o tempo, fui entendendo também a parte administrativa e de gestão do espetáculo”, afirmou.
Segundo ele, a organização da Paixão de Cristo envolve uma complexa engrenagem que reúne desde elenco e figurantes até fornecedores e prestadores de serviço. “Todos os fornecedores passam pelo escritório. A gente seleciona aqueles com melhor capacidade técnica para contribuir e deixar o espetáculo ainda mais bonito para o público”, explicou.

Robinson também destacou que o acompanhamento da encenação é diário e minucioso. Ao lado do pai, ele assiste ao espetáculo todas as noites, avaliando possíveis ajustes. “A gente sabe que obteve sucesso quando vê o semblante do público, gente se emocionando. Muitas vezes, o público nem percebe pequenos erros, mas a gente anota tudo para corrigir no dia seguinte”, disse.
De acordo com ele, pesquisas realizadas durante a temporada ajudam a medir a satisfação dos visitantes. “A gente entrevista cerca de 2.500 pessoas e tem mantido um nível de aprovação de 98% entre excelente e bom. Esse é o nosso selo de qualidade”, destacou.
Além do impacto cultural, o diretor ressaltou a importância econômica do evento para Pernambuco. “A Paixão de Cristo é o único evento privado que lota cerca de 98% dos leitos do Estado. Isso movimenta toda a cadeia do turismo e gera oportunidades dentro e fora das muralhas”, pontuou.
Outro diferencial do espetáculo, segundo Robinson, é a experiência única proporcionada ao público. “Você pode assistir várias vezes e sempre vai ter uma percepção diferente. O público também faz parte do espetáculo, ele se insere na encenação”, disse.
