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Queimaduras durante o São João aumentam 52% e acendem alerta para acidentes com fogos e fogueiras em Pernambuco


  • 1 de junho de 2026 às 09h32min

Hospital da Restauração registrou 70 atendimentos durante o período junino de 2025. (Foto: Divulgação)

As festas juninas seguem movimentando Pernambuco, mas também trazem um aumento preocupante no número de acidentes com queimaduras provocadas por fogos de artifício e fogueiras. Dados do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital da Restauração, no Recife, apontam que 70 pessoas precisaram de atendimento durante o período junino deste ano.

O número representa um crescimento de 52% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 46 atendimentos. As internações também aumentaram, passando de 29 para 36 casos. Entre as vítimas atendidas, 37 eram crianças e 33 adultos.

As ocorrências envolvendo o público infantil continuam sendo motivo de preocupação. A combinação entre a proximidade das crianças com os fogos e o manuseio inadequado dos artefatos faz com que elas estejam entre as principais vítimas dos acidentes registrados nesta época do ano. As regiões mais atingidas costumam ser as mãos e o rosto.

Além das queimaduras causadas diretamente pelo fogo, explosões podem lançar fragmentos, pólvora, areia e pequenas pedras, provocando ferimentos graves na pele, nos olhos e em outras áreas sensíveis do corpo.

Os dados também mostram um aumento nos casos mais graves. Muitas vítimas chegam às unidades de saúde com queimaduras profundas, que exigem internação e tratamento especializado. Em crianças, as lesões tendem a ser ainda mais severas devido à menor superfície corporal e à maior sensibilidade dos tecidos.

As consequências podem se estender por anos. Dependendo da gravidade e da região atingida, as queimaduras podem deixar cicatrizes permanentes, limitar movimentos e exigir procedimentos cirúrgicos reparadores. Em áreas como mãos, dedos, pescoço e rosto, as sequelas podem comprometer atividades simples do cotidiano.

Outro risco considerado grave é a inalação de fumaça e gases tóxicos durante incêndios ou explosões. Mesmo quando as lesões externas parecem pequenas, o comprometimento das vias respiratórias pode causar dificuldades para respirar e colocar a vida da vítima em risco.

Em caso de queimadura, a orientação é resfriar imediatamente a área atingida com água corrente fria por cerca de 15 a 20 minutos. O uso de gelo, pasta de dente, manteiga, álcool, pó de café ou qualquer outro produto caseiro não é recomendado, pois pode agravar a lesão e aumentar o risco de infecção.

Com o aumento das celebrações juninas em todo o estado, profissionais de saúde reforçam a importância da supervisão de crianças, do uso responsável de fogos de artifício e da adoção de medidas de segurança para evitar acidentes que podem deixar sequelas permanentes.

Por Mirelly Rodrigues