Recorde de endividamento em março atinge 80,4%, enquanto inadimplência não cresce

O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde em março, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção de domicílios com dívidas subiu para 80,4%, contra 80,2% em fevereiro e 77,1% no mesmo mês de 2025, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
A CNC projeta que o endividamento deve continuar crescendo até que os efeitos dos recentes cortes na taxa básica de juros, a Selic, sejam percebidos pelos consumidores. A pesquisa considera como dívidas contas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro ou imóvel.
Apesar do aumento no número de famílias endividadas, houve leve melhora na percepção de comprometimento financeiro: a parcela de pessoas que se consideram “muito endividadas” caiu de 16,1% em fevereiro para 16,0% em março. Já a média da renda destinada ao pagamento de dívidas recuou de 29,7% para 29,6% no mesmo período.
