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EconomiaGeral

Rendimento familiar cai 6,9% em 2021


  • 11 de junho de 2022 às 10h24min

É o menor valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. (Imagem: Reprodução/Internet)

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados ontem, houve uma queda de 6,9% no rendimento médio real (descontada a inflação) domiciliar per capita em 2021, em relação ao ano anterior, passando de R$ 1.454 para R$ 1.353 mensais. É o menor valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

A massa do rendimento mensal real domiciliar per capita encolheu 6,2% na comparação com 2020, chegando a R$ 287,7 bilhões em 2021, o segundo menor valor desde 2012 (R$ 279,9 bilhões). As regiões Norte e Nordeste, que possuem os menores rendimentos, registraram as maiores perdas, de 12,5% e 9,8%, respectivamente, para R$ 871 e R$ 843 mensais. Já o Sul e o Sudeste mantiveram-se com os maiores rendimentos, de R$ 1.656 e de R$ 1.645, respectivamente, de acordo com o IBGE.

Após a queda em 2020, a desigualdade voltou a aumentar em 2021 e o Índice Gini do rendimento mensal real domiciliar per capita passou de 0,524 para 0,544 — mesmo patamar de 2019 e acima dos 0,540 de 2012 —, segundo os dados da pesquisa.

O Índice Gini é o termômetro da desigualdade. Quanto mais perto de 1, maior é o desequilíbrio social e econômico de um país. O consenso entre analistas é de que 2020 foi um ponto fora da curva devido ao auxílio emergencial, que acabou ajudando a melhorar o rendimento médio da população.

Com o fim do programa, que chegou a pagar até R$ 1,2 mil para as famílias mais vulneráveis, o retrocesso na qualidade de vida ficou evidente, principalmente, com a volta da inflação de dois dígitos desde setembro de 2021. E, daqui para frente, as perspectivas não são muito animadoras.

Por Carla Nogueira

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